13/11/2009

reprise de moda e wax tailor

Pois é, semana corrida, fim de semestre, provas mil, aquele negócio todo. Essa semana nenhum post novo será defenestrado por aqui, mas para o alívio do leitor apelaremos para a velha estratégia da reprise e remeteremos ele para um post antigo, bizarro (e até mal escrito), datado de março do ano passado. Para ler e relaxar.

O que foi possível avistar em seguida foram cenas semelhantes às que assistimos quando uma novela dos anos 90 passa no "Vale a pena ver de novo" no que diz respeito ao figurino: garotas adolescentes usando aquelas camisas tamanho M masculinas, aonde a ombreira chega até a metade do bíceps e a manga chega até o cotovelo.

Curtiu o teaser? Pra ler a história inteira você tem que clicar aqui.
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Quanto aos posts novos, o leitor poderá ficar sossegado, que na semana que vem teremos por aqui uma reportagem bem da bacaninha. Fica ligado.
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Música Boa da Quinzena
Com vocês o rapzinho bacana Positively Inclined (que já faz literalmente anos que me enrolo pra colocar por aqui), do produtor francês Wax Tailor em parceria com A.S.M. e Marina Quaisse. Presta atenção na letra aguçada e no clipe em animação esperta:
Um hippity-hop cai muito bem de vez em quando.
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07/11/2009

Onde vivem os monstros e o Pagodeversions em curitiba



Adoro trailers. Chegar no cinema, sentar ali e ficar vendo os próximos filmes a serem lançados é uma ótima preliminar para o longa metragem que vem depois, essa coisa toda. Tanto é que nas raras vezes que um filme inicia sem trailers o negócio fica meio estranho.

Pois bem, isso tudo pra te dizer que esses tempos vi um dos melhores trailers que já vi na minha vida. Se não o melhor, um dos que mais marcou, sem dúvidas. Nessa de vir botá-lo por aqui, já vi umas cinco ou seis vezes e em todas elas eu fiquei arrepiado. Tudo por conta da ótima escolha e união de cenas, letreiros e música -- no caso Wake Up, do Arcade Fire, que sozinha já é sensacionalmente emocionante.

Com vocês, o trailer de Onde vivem os monstros (Where the wild things are):


O filme é dirigido por Spike Jonze (Quero ser John Malkovich), tem o Tom Hanks entre seus produtores e é baseado no livro de mesmo nome escrito por Maurice Sendak. Karen O, do Yeah Yeah Yeahs, é uma das responsáveis pela trilha sonora.

Se pararmos pra pensar bem, a história não é lá essas coisas: rapaz de uns 7 ou 8 anos é colocado pela mãe de castigo no quarto e lá ele viaja fortíssimo e vai parar em um mundo encantado cheio de monstros no qual ele é o rei geral. Digo, a história não é nada original, você certamente já deve ter visto um monte de filmes parecidos na seção da tarde, mas esse trailer está tão bom que todo mundo aqui da redação ficou morrendo de vontade de ir lá curtir o longa.

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Final de tarde de domingo. Aquele solzinho bom, aquela tardinha gostosa que é prolongada por causa do horário de verão, e aí você fica doido pra sair de casa mas já está cansado de ir dar uma volta no shopping pra tomar um sorvete (ou, se você é descolado, já está cansado de ficar sossegado com os amigos na praça da espanha). Quer uma dica de programa?


Túlio, o cara que gravou uns vídeos caseiros dele mesmo cantando pagode em inglês literal e foi parar no Caldeirão do Huck, estará amanhã em Curitiba para apresentar ao vivo as músicas que fizeram dele um hype instantâneo na internet. Pagodeversions é o primeiro convidado da nova temporada do projeto "Terminal Guadalupe apresenta".

O evento, que também marca o retorno às atividades da banda que tem nome de ponto confluência de linhas de ônibus, acontece no Guairinha nesse domingo (08/11) a partir das 17h00 com a meia-entrada custando $10. O Bardot em Coma é quem faz a abertura pra essa galera toda.

É uma pedida bacana hein.

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02/11/2009

Quando ela tira o vestido do São Paulo


Eu tinha muitas coisas diferentes sobre variados assuntos para falar aqui mas eu estou tão desorganizado com o meu tempo (ESQUECI de me inscrever no vestibular da PUC e quase que que perco a data de inscrição da UP, veja só) que só vou fazer três comentários, rapidinhos:

  • Tudo, mas absolutamente todas as coisas e todas as entidades futebolísticas parecem conspirar para que o São Paulo seja campeão de novo. Mas que coisa. Eu, entusiasta da não-manutenção de monopólios esportivos que sou, fico meio irritado com isso. Vamo lá porcada! haha
  • Vou processar a cantina/restaurante universitário da UTFPR. O motivo é simples: o pão de queijo deles tem efeito contrário. A gente como um e ao invés de ele matar a fome, faz ela aumentar. Oras, se fosse por isso eu tomava Biotônico Fontoura. ui, que piadinha ruim.
  • Dia 4 de novembro, quarta-feira agora, a rapaziada do Sabonetes (que foi retratado de forma minuciosa e científica aqui) faz festa de lançamento do clipe da fofona Quando ela tira o vestido no Sláinte, aquele pub irlandês que tem aquelas cervejas doidonas, e chama todo mundo pra ir lá prestigiar. O vídeo foi captado em apenas três dias nas cercanias da nova residência (paulistana) do grupo, a bolha 2.0, e a edição está animal. Dá uma olhada:

Imagina o trabalho que deve ter dado.
Então a gente se encontra quarta à noite lá?

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Mas vamos deixar bem claro aqui que eu não torço para o Palmeiras, ok? só pra evitar desentendimentos, sabe como é.

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19/10/2009

O show mais sujo de todos os tempos e entrevista Bonde do Rolê


Sujeira, sujeira, sujeira. Depois de três anos, o Bonde do Rolê voltou a Curitiba na sexta-feira passada (16) para fazer um dos shows mais sujos e espetaculares que a cidade já viu. Em todos os sentidos.

Para você entender o que eu estou querendo dizer, você precisa ir até o esperto portal Mondo Bacana. É lá que está o post dessa semana, ou seja, a resenha do show e a entrevista que fiz com o Bonde do Rolê. Coisa fina.

O vídeo abaixo é da última música da noite e foi filmado de cima do palco:


sensacional hein.

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12/10/2009

Karaoke Coral, Feira do livro e Bonde do Rolê


Tenho 3 trabalhos para entregar em um período de um mês; deveria ter usado esse feriadão para adiantar as coisas mas... né. A única prova de verdade que fiz nesse semestre até agora, da matéria que eu achava que mais sabia, veio com nota abaixo da média. Minha vida acadêmica começa a mostrar sinais de fraqueza. E ela está só começando. Mas vamos lá.

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Estou bem atrasado para falar disso aqui, mas é o seguinte, quarta-feira da semana passada aconteceu a edição curitibana do Karaoke Coral. Pra você que não ficou sabendo de nada, tratava-se de um imenso karaokê coletivo: músicas tradicionalíssimas em versões sem voz (karaokê?) tocavam nas caixas de som, uma imensa boca aparecia em um telão gesticulando a letra da música e diversos microfones instalados em espaço determinado davam voz à qualquer um que quisesse cantar. Vale dar uma olhada na animação:


Foi bacana ver o pessoal feliz cantando e dançando músicas notadamente de amor, mesmo em noite fria. Idosos e adolescentes, homens e mulheres, "pobres e ricos" se misturavam completamente para um momento bacana de felicidade coletiva.

O evento foi obra da artista plástica francesa Camille Henrot e integrou a programação oficial das comemorações do Ano da França no Brasil. Coisa bacana de se ver.

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O Defenestrando agora tem canal no youtube. Iutubiú. Vai lá, dá uma olhada nos videozinhos e aproveita e se inscreve, adiciona como amigo, deixa comentário, dá cinco estrelinhas para todos os vídeos e aproveita e me traz um cafézinho. Agradeço.

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Aconteceu semana passada a perna curitibana da Feira do Livro do Sesc Paraná. A tônica do evento era Literatura e Jornalismo. Na programação, escritores/jornalistas/blogueiros como Moacyr Scliar, Marina Colasanti, Carpinejar, Eliane Brum, Ignácio de Loyola Brandão, Afonso Romano de Sant'Anna e Ruy Castro participaram de palestras e mesas-redondas que passeavam por temas interessantes como Jornalismo cultural, Literatura e jornalismo, Biografias, Limites entre jornalismo e literatura entre outros desses assuntos bacanas.

Foi tanta coisa boa vista/ouvida em 3 dias que eu nem sei como comentar qualquer coisa por aqui. O que me parece plausível dizer é que essa Feira do Livro estava muito mais para uma bienal do que para uma feira, assim como a apagada Bienal que tivemos aqui há algumas semanas atrás estava muito mais para uma feira do que para uma bienal. You know what I mean?

Era só chegar no hall de entrada do Sesc da Esquina para ver. Obras espalhadas pelo local, intervenções artísticas temáticas, esse negócio todo. Em um dia cheguei cedo demais para uma palestra e sentei para ler numa poltrona do lado de um cara que escrevia algum texto numa máquina de escrever, legítima. E à medida que ele ia terminando, as páginas concluídas eram penduradas em lugares diferentes, de maneira que quem terminasse de ler uma página e quisesse continuar lendo o texto deveria sair procurando pelo Sesc até achar a próxima. Coisa bacana.

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Música boa da quinzena: o quadro volta a dar o ar de sua graça, sempre desrespeitando a frequência prometida no nome. O que trouxemos pra você hoje aqui é a clássica Intergalactic, dos Beastie Boys, música lançada lááá em 1998. Não bastando o som ser sensacional, o clipe é de bizarrice que merece ser vista (característica fundamental dos registros visuais do trio rapper novaiorquino). Vai lá:



Muito bom né? Eu não consigo acreditar que já faz 11 anos que isso fazia algum sucesso.

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Há um tempo atrás, depois de ter trocado uma ideia com Luís Fernando Verissimo, tinha decidido que se eu pudesse escolher, o filho do Érico seria um de meus avôs. Sobrava uma vaga, que essa semana foi devidamente preenchida pelo Ignácio de Loyola Brandão depois de sua mesa-redonda sobre Crônica com Afonso Romano de Sant'Anna na citada Feira do Livro. O cara parece ser o melhor velhinho para se conversar que já vi.

Para completar o quadro imaginário dos avôs perfeitos, faltam duas figuras femininas. Alguém sugere? Eu tinha pensado na Maria Esther Bueno mas em algumas entrevistas que vi, apesar de super alegre, saudável e inteligente, ela me pareceu egocêntrica demais, então não vale.

Você tem a sua lista de avôs-ideais-que-gostaria-de-ter? Fala aí.

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Os posts têm me tomado cada vez mais tempo. Só esse, que não foi muito comprido nem elaborado, me tomou uma segunda-feira de feriado inteira. Tá, não passei o dia escrevendo, mas comecei de manhã e só terminei agora, às 22 e pouco. Preciso começar a me agilizar mais por aqui.

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Última coisa a se falar:
Defenestrando Informa - dia 16/10, sexta-feira agora, tem show do Bonde do Rolê e do Copacabana Club no John Bull Music Hall. A entrada sairá por 15 réis, mas esse é um valor do qual eu não tenho certeza.
Vale ressaltar aqui a correria para organizar o evento que deve ter passado o camarada Felipe Rocha e o staff da Input, a produtora. Agora é ir lá prestigiar. Você já sabe o que fazer nessa sexta à noite.


(aqui tem uma resenha meio bizarra que fiz há dois anos atrás do With Lasers, o escrachado disco de estreia daquele ex-trio-agora-quarteto)

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03/10/2009

O bug do milênio e a decepção com o VMB


Então chegamos hoje ao post nº 333. Isto pode ser comemorado?

Vamos fazer as contas aqui... já temos quatro anos e oito meses de vida, o que dá 56 meses no total, que dividindo 333 dá... (cadê a calculadora?) uma média de quase seis posts por mês, 0,196666 posts por dia, 0,00825 por hora e 0,0001375 por minuto.

Tudo isso só pra te dizer que...

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Eu não sei se o pessoal percebeu que eu tinha comentado isso no post passado, mas a década está acabando. Os anos 2000 estão acabando. A década do futuro, a esperada década da tecnologia. Nos anos 60 e 70, mesmo antes e mesmo depois, nas décadas de 80 e 90, os anos 2000 eram vistos como a época em que tudo seria diferente.

Acredito que a grande maioria das pessoas achava que em 2000 viveríamos em casas flutuantes, dirigiríamos carros voadores e usaríamos trajes espaciais o tempo todo porque o ar estaria irrespirável, agressivo ao ser humano. Estaríamos habitando o espaço, junto a robôs dotados de inteligência artificial. Lembra como em 1969 Stanley Kubrick e Arthur Clarke pensaram o futuro no filme 2001 - uma odisseia no espaço? A fantasia era grande. O número era mágico, sem dúvidas.


É a década onde todos esperavam que tudo isso acontecesse é que está acabando. E no entanto nos parece que nada dessa revolução tecnológica toda e da mudança drástica no modo de vida aconteceu. Se aconteceu, foi de maneira menos drástica do que o esperado.

O que, das poucas coisas que consigo imaginar desse futuro que efetivamente chegaram foram os telefones que permitiriam que você não só escutasse mas visse a pessoa com quem se fala (msn e skype) e a incrível possibilidade de pagar suas contas sem ter que sair de casa (internet banking). É claro que muito do futuro chegou e tudo o mais, o Iphone que o diga, mas eu sei que você não tem a sensação de que o futuro chegou.

Enfim, para tentar relembrar um pouco do que aconteceu nessa década da não-chegada do futuro é que o Defenestrando inaugura a


Sempre que possível, colocaremos em todos os posts daqui até o final do ano algum fato que tenha tido alguma relevância dentro do transcorrer da década. Não serão apenas os acontecimentos musicais que ficarão em evidência por aqui, mas sim qualquer coisa importante que eu ache que valha a pena ser relembrada.

Começaremos do começo:

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O Bug do milênio - reveillon 99/2000

(foto: aqui)

Eu sei que você nem lembrava mais que isso tinha acontecido. Talvez você nem saiba mais do que que o negócio todo se tratou. Talvez você ainda fosse novo demais para ainda hoje lembrar de alguma coisa. Eu ainda era bem novo e só lembro que meu pai, funcionário do setor de tecnologia da informação, passou o reveillon trabalhando. "De sobreaviso" ele me disse quando perguntei a ele sobre o assunto alguns dias atrás: na empresa onde trabalhava o problema estava resolvido, mas alguma coisa inesperada podia acontecer.

Mas o que foi o bug do milênio? A história toda começou há muitos anos (década de 60?), a partir da popularização do uso de computadores. Como os bytes ainda eram caros (em 1965 um megabyte custava U$761,00 segundo artigo original de 1999 publicado no site da Istoé), precisava-se a todo custo economizar espaço, bytes, informações. Uma das maneiras encontradas foi salvar datas nas quais apenas os dois últimos dígitos do ano estivessem representados. Por exemplo, em 12/12/88, o computador entenderia que seria o 12º dia do mês de dezembro do ano de 1988: os números 1 e 9 eram "subentendidos" na data. Tá dando para entender?

Tempos depois, o pessoal começou a perceber que, depois do dia 31/12/99 viria o dia 01/01/00, óbvio. O problema é que as máquinas continuariam subentendendo o 1 e o 9 antes do 00. Sacou a enrascada? Imagine o sistema que computa os juros de um banco: você tem lá uma dívida interminável para pagar e de repente num reveillon o computador VOLTA CEM anos. Segundo o sistema, o banco passaria a te dever uma quantia enorme. Cem anos de juros. You know what I mean?

Imagine o que esse probleminha de voltar 100 anos poderia causar em empresas nacionais de distribuição de energia elétrica, em usinas hidrelétricas, enfim, em qualquer coisa importante que dependesse de datas. Chegou-se a prever que mísseis nucleares seriam lançados automaticamente, desencadeando guerras. A partir daí se instaurou o terror especulativo (por vezes infundado, remetendo à Idade Média), notoriamente na sociedade norte-americana, especialista na cultura de sentir medo. Disse o Gartner Group, grupo estadounidense de consultoria:
"as pessoas devem se preparar para falhas localizadas, tanto nos serviços quanto na infra-estrutura pública. O tipo e o número de problemas irão variar geograficamente e não podem ser realmente previstos. Assim, os indivíduos devem ter em casa o equivalente a duas semanas de salário em dinheiro vivo e suprimentos suficientes para cinco dias de dificuldades"
Pânico. A solução foi a correria para consertar, antes da entrada da nova década, a data de TODOS os sistemas antigos que ainda representassem o ano com apenas 2 dígitos. Atitudes tomadas a tempo, quando o temido reveillon chegou, nenhum problema relevante aconteceu. A humanidade seguiu vivendo seu cotidiano normalmente, agora numa década (século? milênio?) totalmente nova.


Tudo bem, isso passou e continuamos "vivão e vivendo". Só que tem outra coisa. A wikipedia me disse que tem um tal de Bug do Ano 2038 vindo por aí. Comece a se preparar...

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E agora para algo totalmente diferente.

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Você lembra que, há alguns posts atrás, eu comentei aqui a respeito da mudança de perspectiva da MTV em relação à música de qualidade através da nova cara do VMB (aqui). Pois bem. Aconteceu que eu estava curioso para ver a premiação, mas acabei indo ver a Banda Gentileza no James. E não me arrependi, principalmente depois de ficar sabendo dos resultados. Toda aquela esperança de mudança deu com os burros na água. Segue lista dos vencedores, retirada do Move, com direito a comentários rápidos de menos de 140 caracteres:

(os D's em negrito (de Defenestrando) indicam os meus palpites acertados...)

Artista do Ano: Fresno (como o NX Zero perdeu essa?)
Hit do Ano: NX Zero – Cartas pra Você (D)
Revelação: Cine (como li em algum blog, saca o poder da franja: Cine desbancou Little Joy)
Aposta: Vivendo do Ócio (D)
Videoclipe do Ano: Skank – Sutilmente
Melhor Show: Paralamas do Sucesso (D) (duvido muito que "toda a empolgação" de Herbert Vianna em cima de um palco supere o show do Móveis Coloniais de Acaju)
Web Hit do Ano: Os Seminovos – Escolha já seu Nerd
Blog do Ano: Jovem Nerd
Twitter do Ano: Marcos Mion
(não apostei em nenhuma dessas categorias virtuais)
Vocalista: Lucas (Fresno)
Guitarrista: Martin (Pitty) (D)
Baixista: Tavares (Fresno) (D)
Baterista: Duda (Pitty) (D)
(mas se não é a banda dos sonhos da juventude emo brasileira?)
Filme/Documentário Musical do Ano: Titãs – A Vida Até Parece uma Festa (D)
Rock: Forfun (pelo amor de Deus, quem conhece essa banda??)
Rock Alternativo: Pública (parece um Skank novo, mas mais atual)
Hardcore: Dead Fish (D)
Pop: Fresno
MPB: Fernanda Takai (D) (entre cérebro eletrônico, curumin, céu e tiê, ganhou a mais votável)
Samba: Zeca Pagodinho (D)
Reggae: Chimarruts
Rap: MV Bill (D)
Instrumental: Pata de Elefante
Eletrônico: N.A.S.A.
Artista Internacional do Ano: Britney Spears (não sei não, mas acho que essa talvez tenha sido o prêmio mais incoerente da noite. Alguém me lembra alguma coisa que Britney tenha feito esse ano, por favor)

E foi isso. Como eu temia, dei mais palpites certos do que esperava. Não vi nada da premiação até agora (nem a apresentação do Franz Ferdinand que pelo jeito foi apagada), só fiquei sabendo que o Marcelo Adnet mandou bem na apresentação.

E já que você não deixou seus palpites aqui, ganhei a aposta. rara.

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O desenho que ilustra, lá em cima, o quadro da retrospectiva defenestrada, faz parte de uma coleção de gravuras feitas em 1910 que retratava o que, naquela época, se imaginava que seria a vida no ano 2000. As outras imagens (todas bizarras) você encontra aqui.

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Não se preocupe, ninguém aqui esqueceu das Grandes Reportagens.

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